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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A Metade Sombria - Stephen King

A Metade SombriaSinopse:
Em A Metade Sombria (The Dark Half, no original) temos a oportunidade de conhecer Thad Beaumont, um autor que se vê em apuros por causa do seu pseudónimo. Thad é um escritor respeitado, casado e pai de dois pequenos gémeos. Ao longo de toda a sua carreira produziu apenas dois romances literários - que agradaram à crítica, se não ao público. George Stark, por sua vez, é um homem rude, cujos romances crus e viscerais são um sucesso de vendas, trazendo-lhe consideráveis rendimentos financeiros. Mas Thad Beaumont e George Stark são uma e a mesma pessoa. Ou serão mesmo?

Quando a verdadeira identade de Stark é revelada ao público, é a oportunidade perfeita para Thad enterrar de vez o seu pseudónimo e vingar no mundo da literatura pelo seu próprio nome. Infelizmente, parece que há alguém que não está de acordo com a decisão. Alguém que anda a matar as pessoas responsáveis pela revelação da identidade de Stark. A matá-las brutalmente. Alguém que quer que Thad escreva mais um livro, possivelmente o seu último. Um livro de Geoge Stark. Poderá ser mesmo Stark o autor de tantos assassínios? Ou será apenas um fã tresloucado com uma crise de identidade? Porque é que as impressões digitais de Thad aparecem em todos os locais de crime? E o que significa, ao certo, "os pardais estão a voar de novo", aquela frase escrita a sangue no quarto de uma das vítimas? Thad tem uma boa ideia sobre o seu significado...

A Metade Sombria é um livro surpreendente. O vilão é carismático e cruel como poucos o conseguem ser. A prosa, bem ao estilo de King, é eficaz e directa. O leitor navega longo das frases veloz como um veleiro sobre águas calmas, que aqui também são águas escuras.

Pena é que, em Português, a prosa de King sofra um bocado. Os adjectivos pesam mais, os advérbios muito mais, as frases tornam-se mais longas e compridas. Mesmo assim, é possível apreciá-la pelo que ela é. O problema das traduções é que o texto que nos chega às mãos é uma interpretação, feita pelo tradutor, da obra do autor. Se quem traduz não está completamente familiarizado com a obra, muito se pode perder. E há sempre um dilema nestes assuntos da tradução: devemos ser literalmente fiéis às palavras do texto original, ou às imagens e sensações que o autor pretende transmitir? Uma e outra não são a mesma coisa. Um escritor nem sempre usa as palavras pelo seu sentido literal, e nem sempre constrói frases e parágrafos sem pensar muito bem no que vai transmitir com eles. A voz própria do autor perde-se, por vezes, no trabalho do tradutor.

A qualidade da tradução de A Metade Sombria não é excelente, mas também não é má. Tem os seus bons momentos, mas também algumas falhas imperdoáveis. De resto, a nossa tradutora guia-nos ao longo do texto com alguma mestria, explicando em notas de rodapé muitas referências à cultura e dia-a-dia americanos, sem as quais muitos dos leitores se poderiam perder. Por vezes cai no ridículo de explicar coisas como um "talk show" ou um jogo de "flippers", deixando o leitor no escuro sobre outras coisas mais importantes, como o facto de que Cats é uma peça musical de enorme sucesso nos EUA e no Reino Unido, e que está em cena mais ou menos desde os tempos antediluvianos. As notas desnecessárias apenas ajudam a distrair o leitor, o que não vem aliviar em nada o peso adicional que o texto já ganhou só pelo facto ter sido traduzido para o Português.

Mas tudo somado, A Metade Sombria é um grande livro. Publicado pela editora Temas e Debates - que nos reserva ainda mais surpresas Kinguianas -, tem um formato semelhante ao de um paperback americano - se bem que um pouco maior e de menor qualidade - com uma capa agradável à vista e um resumo (talvez não tão aliciante e misterioso como devia ser) da trama na contracapa. Até o preço barato rivaliza com o dos livros que nos chegam do estrangeiro!

Agora ninguém tem desculpas para não ler Stephen King. O mestre do horror e do suspense está disponível para todos, num formato e num preço bem agradáveis. O público Português deixa portanto de ter razões para desconhecer o nome. King, Stephen King. É apenas o escritor mais bem sucedido do mundo!

Formato: PDF
Páginas: 515
Autor: Stephen King
Tamanho: 1.2 Mb

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